quarta-feira, 10 de março de 2010

Fotos da Marcha em São Paulo

Vendo o twitter, pelo post do Jornal "Brasil de Fato", conferi fotos sensacionais da 3.ª Ação Internacional da Marcha de Mulheres. Trago-as abaixo. E sugiro acessarem o blog do Cláudio Puty http://migre.me/n5d8, em que expõe a importância deste momento.

Detalhe: minha mãe e irmã estão por aí,rsrs.






segunda-feira, 8 de março de 2010

Chico o melhor entendendor da alma feminina

Neste dia 8 de março, em que se homenageia e se ressalta a luta das mulheres por um mundo mais digno, nada melhor que buscar o grande artista Chico Buarque de Holanda. O Chico que demostra em sua arte a entender a alma feminina, seus anseios e compreensões do mundo,- mesmo ele sempre dizendo que não, que apenas aprende com as mulheres.


Logo ele que trouxe em suas canções muitas mulheres, fictícias ou não, para o Blog é a melhor referência masculina para ilustrar melhor este dia, e emprestamos seu olhar, com a música "Olhos nos Olhos":

Quando você me deixou, meu bem
Me disse pra ser feliz e passar bem
Quis morrer de ciúme, quase enlouqueci
Mas depois, como era de costume, obedeci

Quando você me quiser rever
Já vai me encontrar refeita, pode crer
Olhos nos olhos
Quero ver o que você faz
Ao sentir que sem você eu passo bem demais

E que venho até remoçando
Me pego cantando, sem mais, nem por quê
Tantas águas rolaram
Quantos homens me amaram
Bem mais e melhor que você

Quando talvez precisar de mim
Cê sabe que a casa é sempre sua, venha sim
Olhos nos olhos
Quero ver o que você diz
Quero ver como suporta me ver tão feliz


Lembrança especial às mulheres da Marcha, que seguem juntas na 3.ª Ação Internacional de trajeto de Campinas a São Paulo, de hoje até o dia 18 de março.

sexta-feira, 5 de março de 2010

Mulheres lutadoras

Hoje representantes do movimento feminista se reuniram com a Governadora Ana Júlia para celebrar a data de homenagem à mulher e afirmar o plano estadual de promoção de políticas para mulheres.

Trago algumas imagens do momento, em especial à participação da MMM-PA.

Todas juntas

Minha mãe é feminista!

Romana também.

Bebel e Ana Júlia

Comemoração do Dia Internacional da Mulher completa 100 anos

Escolha do 8 de março está ligada a mobilizações de mulheres na Revolução de Fevereiro de 1917, na Rússia


Dafne Melo,
da Redação do Brasil de Fato
03/03/2010


Por muito tempo acreditou-se que a escolha do 8 de março para ser o Dia Internacional das Mulheres foi devido à um incêndio em uma fábrica têxtil nos Estados Unidos que vitimou cerca de 150 trabalhadoras que organizavam uma greve contra às más condições de trabalho. Até mesmo militantes do movimento feminista aceitavam essa explicação. Desde a década de 1970, entretanto, novas pesquisas nessa área têm apontado que a escolha da data está ligada à história da Revolução Russa. “De fato houve esse incêndio nos EUA, um acontecimento trágico para o movimento sindical e feminista na época, mas o incêndio sequer teria ocorrido nessa data”, explica Tatau Godinho, militante da Marcha Mundial de Mulheres.

Ela explica que hoje se tem comprovado pelos documentos que a orientação para se realizar as comemorações e manifestações internacionais se deu em 1910, numa resolução da Segunda Conferência Internacional das Mulheres Socialistas, na Rússia, e que não havia uma indicação de data fixa para a comemoração. A reivindicação central seria o direito ao voto para as mulheres. Até a década de 1920 do século passado, as feministas realizaram as lutas em diferentes datas em seus países. Somente em 1922, após a Conferência Internacional das Mulheres Comunistas é que foi sugerida a data do 8 de março.

Revolução russa
No antigo calendário ortodoxo russo, o 8 de março corresponde ao 23 de fevereiro, data que marca o início da primeira fase da Revolução Russa, na qual o czar Nicolau II renunciou ao poder e a Rússia adotou um regime republicano. “As mulheres tiveram um peso muito grande nas mobilizações de fevereiro. Há registros de uma grande greve coordenada pelas operárias do setor têxtil que teria iniciado essas agitações; elas pediam o fim da participação da Rússia na I Guerra Mundial, a volta dos militares para suas casas, e pão”, explica Tatau. Essas mobilizações estavam, inseridas dentro das comemorações do Dia da Mulher e se davam em um momento em que o país estava mergulhado em uma crise política e era seriamente atingido pela fome.

Alguns dos líderes da revolução fazem referência direta ao fato em seus textos. “O dia das trabalhadoras em 8 de março de 1917 foi uma data memorável na história (…) A Revolução de fevereiro começou nesse dia”, escreveu a dirigente feminista Alexandra Kollontai. Leon Trotski, na obra “História da Revolução Russa”, comenta que ninguém poderia prever que o Dia da Mulher pudesse inaugurar a revolução, desencadeando uma greve de massas.

Resgate
Para Tatau Godinho, resgatar a verdadeira origem do 8 de março é importante por inúmeros motivos. Primeiro, mostra como a luta das mulheres pode e deve caminhar junto com a luta por transformações sociais mais profundas. Segundo, resgata a data como um momento de luta e organização das mulheres socialistas, devolvendo à comemoração seu conteúdo político. Também por esses motivos não é difícil imaginar porque a memória histórica hegemônica aceitou e propagandeou a versão do incêndio da fábrica têxtil nos EUA, e escondeu sua origem socialista. “Há um esforço de institucionalização e comercialização da data que coincide com um certo refluxo do movimento de mulheres socialistas, o que começa a se reverter na década de 1970, quando se começa a surgir o interesse na verdadeira origem da escolha da data”, finaliza Tatau.

quinta-feira, 4 de março de 2010

Começando a homenagem às mulheres

Aproximando-se o dia internacional da mulher, já começando as homenagens. Em especial àquela que me fez o mês festivo de fevereiro mais doce e alegre ao melhor modo clown. E claro usaremos, sem nenhum pudor, Chico e Tom para externar tal sentimento:

Imagina
Imagina
Hoje à noite
A gente se perder

Imagina
Imagina
Hoje à noite
A lua se apagar

Quem já viu a lua cris
Quando a lua começa a murchar
Lua cris
É preciso gritar e correr, socorrer o luar

Meu amor
Abre a porta pra noite passar
E olha o sol
Da manhã
Olha a chuva
Olha a chuva, olha o sol, olha o dia a lançar
Serpentinas
Serpentinas pelo céu

Sete fitas
Coloridas
Sete vias
Sete vidas
Avenidas
Pra qualquer lugar
Imagina
Imagina

PAGU - Mulher de Luta

Do Blog da Ana Júlia - Governadora do Pará


Escritora, jornalista e militante comunista, Patrícia Rehder Galvão, mais conhecida como Pagu, teve grande destaque no movimento modernista iniciado em 1922.

Aos 18 anos, mal completara o Curso na Escola Normal da Capital, em São Paulo , Pagu já estava integrada ao movimento antropofágico, de cunho modernista, sob a influência de Oswald de Andrade e Tarsila do Amaral. Passa a ser então considerada a musa do movimento.

Em 1930, um escândalo para a sociedade conservadora de então: Oswald separa-se de Tarsila e casa-se com Pagu. No mesmo ano, nasce Rudá de Andrade, segundo filho de Oswald e primeiro de Pagu. Os dois se tornam militantes do Partido Comunista.

Ao participar da organização de uma greve de estivadores em Santos, Pagu é presa. Era a primeira de uma série de 23 prisões, ao longo da vida. Logo depois de ser solta (1933) partiu para uma viagem pelo mundo, deixando no Brasil o marido Oswald e seu filho. No mesmo ano, publica o romance Parque Industrial, sob o pseudônimo de Mara Lobo.

Em 1935 é presa em Paris como comunista estrangeira, com identidade falsa, e é repatriada para o Brasil;. Separa-se definitivamente de Oswald, retoma a atividade jornalística, mas é novamente presa e torturada, ficando na cadeia por 5 anos.

Ao sair da prisão, em 1940, rompe com o Partido Comunista, passando a defender um socialismo de linha trotskista. Integra a redação de A Vanguarda Socialista junto com seu marido Geraldo Ferraz, o crítico de arte Mário Pedrosa, Hilcar Leite e Edmundo Moniz. Do casamento com Geraldo Ferraz, nasce seu segundo filho, Geraldo Galvão Ferraz, em 18 de junho de 1941.

Em 1952 frequenta a Escola de Arte Dramática de São Paulo, levando seus espetáculos a Santos. Ligada ao teatro de vanguarda apresenta a sua tradução de A Cantora Careca de Ionesno. Traduziu e dirigiu Fando e Liz de Arrabal, numa montagem amadora onde estreava um jovem artista Plínio Marcos.

É conhecida como grande animadora cultural em Santos, onde passa a residir. Dedica-se em especial ao teatro, particularmente no incentivo a grupos amadores. Lança novo romance, A Famosa Revista, escrito em parceria com Geraldo Ferraz, em 1945. E em 1950, tenta, sem sucesso, uma vaga de deputada estadual.

Ainda trabalhava como crítica de arte, quando foi acometida de um câncer. Viaja então a Paris para se submeter a uma cirurgia, sem resultados positivos. Decepcionada, Patrícia tenta suicídio, o que não se consuma. Sobre o episódio, ela escreveu no panfleto "Verdade e Liberdade": "Uma bala ficou para trás, entre gazes e lembranças estraçalhadas". Volta ao Brasil e morre em 12 de dezembro de 1962, em decorrência da doença.

Ainda Pagu – O apelido Pagu surgiu de um erro do poeta modernista Raul Bopp, autor de Cobra Norato. Bopp inventou o apelido, ao dedicar-lhe um poema, porque imaginou que seu nome fosse Patrícia Goulart e por isso fez uma brincadeira com as primeiras sílabas do nome.

Em viagem à China, Pagu obteve as primeiras sementes de soja que foram introduzidas no Brasil.

Em 2004 a memória de Pagu foi salva pela catadora de rua Selma Morgana Sarti, em Santos. A catadora encontrou jogados no lixo fotos e documentos originais da escritora e do jornalista Geraldo Ferraz, seu último companheiro. Entre os achados, estava uma foto de Pagu, com dedicatória para Geraldo.

Pagu publicou os romances Parque Industrial (edição da autora, 1933), sob o pseudônimo Mara Lobo, considerado o primeiro romance proletário brasileiro, e A Famosa Revista (Americ-Edit, 1945), em colaboração com Geraldo Ferraz. Parque Industrial foi publicado nos Estados Unidos em tradução de Kenneth David Jackson em 1994 pela Editora da University of Nebraska Press.

Escreveu também contos policiais, sob o pseudônimo King Shelter, publicados originalmente na revista Detective, dirigida pelo dramaturgo Nelson Rodrigues, e depois reunidos em Safra Macabra (Livraria José Olympio Editora, 1998).

No trabalho de Pagu junto a grupos teatrais, revelou e traduziu grandes autores até então inéditos no Brasil como James Joyce, Eugène Ionesco, Arrabal e Octavio Paz.


DireitospraTodos: saúdo com a figura de Pagu ao Movimento Feminista que já se organiza para a 3.ª Ação Internacional a ocorrer de 08 a 18 de março em São Paulo. E teremos qualificada delegação paraense.

quarta-feira, 3 de março de 2010

SÓ DE SACANAGEM
(por Elisa Lucinda, lida por Ana Carolina prefaciando a música "Brasil Corrupção - Unimultiplicidade", de Tom Zé)

E como me fez lembrar do Caso do DF.
Ainda temos músicas combativas neste país. A esperança nunca pode morrer. Eis o conto:

Meu coração está aos pulos!
Quantas vezes minha esperança será posta à prova?
Por quantas provas terá ela que passar? Tudo isso que está aí no ar, malas, cuecas, meias que voam entupidas de dinheiro, do meu, do nosso dinheiro que reservamos duramente para educar os meninos mais pobres que nós, para cuidar gratuitamente da saúde deles e dos seus pais, esse dinheiro viaja na bagagem da impunidade e eu não posso mais.
Quantas vezes, meu amigo, meu rapaz, minha confiança vai ser posta à prova?
Quantas vezes minha esperança vai esperar no cais?

É certo que tempos difíceis existem para aperfeiçoar o aprendiz, mas não é certo que a mentira dos maus brasileiros venha quebrar no nosso nariz.

Meu coração está no escuro, a luz é simples, regada ao conselho simples de meu pai, minha mãe, minha avó e os justos que os precederam: "Não roubarás", "Devolva o lápis do coleguinha", "Esse apontador não é seu, minha filha". Ao invés disso, tanta coisa nojenta e torpe tenho tido que escutar.

Até habeas corpus preventivo, coisa da qual nunca tinha visto falar e sobre a qual minha pobre lógica ainda insiste: esse é o tipo de benefício que só ao culpado interessará. Pois bem, se mexeram comigo, com a velha e fiel fé do meu povo sofrido, então agora eu vou sacanear: mais honesta ainda vou ficar.

Só de sacanagem! Dirão: "Deixa de ser boba, desde Cabral que aqui todo mundo rouba" e vou dizer: "Não importa, será esse o meu carnaval, vou confiar mais e outra vez. Eu, meu irmão, meu filho e meus amigos, vamos pagar limpo a quem a gente deve e receber limpo do nosso freguês. Com o tempo a gente consegue ser livre, ético e o escambau."

Dirão: "É inútil, todo o mundo aqui é corrupto, desde o primeiro homem que veio de Portugal". Eu direi: Não admito, minha esperança é imortal. Eu repito, ouviram? Imortal! Sei que não dá para mudar o começo mas, se a gente quiser, vai dar para mudar o final!

NÃO PODEMOS RETROCEDER NA HISTÓRIA!

terça-feira, 2 de março de 2010

Pesquisadores ensinam a fazer cerveja em casa e com frutas regionais

Da Redação
Agência Pará

Loira, gelada, com álcool, sem álcool, de chocolate, light. Ela possui vários tipos e denominações e tem pelo menos 10 mil anos de existência, sendo apreciada primeiramente pelos povos da antiga Mesopotâmia e pelos egípcios. Assim é a cerveja, bebida cujo consumo aumenta 0,28% no Brasil, sempre que aumenta o calor. Os dados são do Sindicato Nacional da Indústria da Cerveja (Sindicerv), que indica o Brasil como o quarto maior consumidor de cerveja no mundo, perdendo apenas para a China, Estados Unidos e Alemanha. Na região Norte, em que as temperaturas ultrapassam os 34 graus, são muitos os que se rendem à apreciação da bebida.


Pesquisadores do curso de Tecnologia Agroindustrial, da Universidade do Estado do Pará (Uepa), após um trabalho de conclusão de curso, passaram a desenvolver cursos de extensão que ensinam a arte de produzir cerveja em casa, com baixo custo e fácil produção. Tudo com uma diferença: elas podem ter o sabor de frutas regionais, como cupuaçu, bacuri e manga.


"Para se ter uma boa cerveja basta a cevada, lúpulo, levedura e uma boa água. A fabricação é muito simples; já realizamos com sucesso a produção de cervejas de frutos da região, e também de maçã, acerola, morango e abacaxi. Em princípio, pode ser feito cerveja de qualquer fruta", diz Marcos Eger, pesquisador responsável pelos cursos.


As cervejas produzidas no curso possuem um teor alcoólico de 1,3 a 5%. Até agora, a produção realizada nos laboratórios de tecnologia se limita a 20 litros, ou seja, 33 garrafas de 600 ml.


Com a fabricação caseira, pequenos produtores do Estado poderiam se beneficiar com a criação de microcervejarias de frutas regionais. "Na Alemanha, por exemplo, não existem grandes cervejarias, o que existe são pequenas cervejarias que atendem à pequenas regiões. Se fabricada no interior do Estado, por exemplo, teríamos um produto próprio, de baixo teor alcoólico, rico em proteínas e que pode gerar um bom lucro, já que o custo é pequeno e pode ser vendido por um valor mais baixo do que o cobrado por outras cervejas", diz.


De acordo com o pesquisador, o mais importante na fabricação caseira da cerveja é a higiene. "Para uma produção pequena e caseira, com muita higiene e cuidado, após sete dias fermentando dentro da garrafa, é só abrir e apreciar, já que nesse caso a produção não deve ser armazenada e, sim, consumida após pronta. Já para ser comercializada, há uma série de análises, especificações e normas a serem cumpridas para que essa cerveja passe a ser vendida", esclarece.


A próxima ação é aproximar as comunidades do interior junto aos núcleos da Uepa neste projeto. Já foram realizados cursos em Belém, Paragominas, Marabá e recentemente em Cametá, onde os pesquisadores convidaram os empresários locais para experimentar a cerveja de acerola. A cerveja é produzida a partir da fermentação de cereais, principalmente a cevada maltada, e acredita-se que tenha sido das primeiras bebidas com álcool a serem desenvolvidas pelo ser humano. A produção da cerveja tem um total de 15 etapas, que vão desde a separação dos grãos, moagem e maltagem, até a fervura, masturação, pasteurização e armazenamento.


À princípio, os cursos de cervejaria são para os alunos de tecnologia agroindustrial, mas podem ser solicitados por outras instituições na coordenação do curso, que fica no Centro de Ciências Naturais (CCNT/Uepa), localizado na travessa Enéas Pinheiro, 2626, Marco, Belém.


Ascom - Uepa

ps.: o jeito é degustar.

segunda-feira, 1 de março de 2010

A tendência é de descer o Serra

O futuro de Serra
Por Marco Aurélio Mello
Ministro do STF
direto do blog do Luis Nassif)

Faz algum tempo que deixei de ser editor de política. Ainda que o fosse, não considero ter as credenciais dos grandes “formadores de opinião” para fazer a análise que pretendo, nem tenho também a arrogância dos “pequenos”, para difundir uma verdade absoluta.

Mas, com base nas informações que possuo da política estadual paulista e na experiência que acumulei ao longo dos tantos anos em que estudei o assunto com aplicação, vou tentar traçar um cenário, a partir da última pesquisa de opinião pública divulgada neste fim de semana. A considerar o retrato de hoje, José Serra está preso em seu labirinto. Sabe que perdeu o “timing”. Seu PSDB só está com ele na Capital.

Desde 2006, quando tentou levar seu adversário Geraldo Alckmin às cordas, perdeu apoio importante no interior. Apoio que não recuperou na condição de governador. Tanto é assim, que os palanques para a campanha do ex-governador Alckmin já estão prontos.

Ao evitar a disputa com Aécio Neves pela indicação, também se afastou do segundo maior colégio eleitoral do país, Minas Gerais. Hoje tem apenas o apoio de caciques, numa coligação nacional com o DEM que ameaça a fazer água (o trocadilho fica por conta do leitor), depois do afastamento dos influentes grupos do, por enquanto, ex-governador do Distrito Federal, José Roberto Arruda e o do prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab.

O pré-candidato à presidência só tem de certo, hoje, os palanques do grupo Abril, Folha e Globo e, talvez, o do Rio, a depender de uma aliança com o Partido Verde, na pessoa de Fernando Gabeira. Digo na pessoa, porque sei que no Rio o PV não é orgânico, portanto, não tem base, nem militância.

Nos outros estados, o peso eleitoral e financeiro é tão pequeno para o PSDB que – nessas condições – tornam-se irrelevantes. Serra morre aos poucos. Se sair candidato à presidência, sabe que perde e, com ele, seu partido naufraga junto. Também sabe que se sair candidato à reeileição, mesmo com a máquina nas mãos, terá duas disputas duríssimas. Primeiro, com o grupo Alckimista e, depois, com os homens que serão subjulgados dentro do partido. Ele terá o ciclo da lua de março para decidir seu destino político: poderá entrar para a história como Teseu, ou morrer como o Minotauro. Aposto na segunda.

Comentário

Será que o Datafolha pesquisou também São Paulo? Quem se sairia melhor, como candidato do PSDB, Serra ou Alckmin? Na últlima pesquisa, antes da queda de Serra registrada na atual, Alckmin tinha percentual maior de votos.