quarta-feira, 21 de julho de 2010

Fluminense 108 anos de muita tradição!

Hoje o querido tricolor carioca completa 108 anos de muito amor, glória, e por que não, de muito sofrimento em toda sua peleja futebolítisca.

Campeão Brasileiro em 1984, da Copa do Brasil em 2007, bravamente lutou e chegou ao vice-campeonato da Libertadores de 2008 e Sul-Americana de 2009, muitas histórias cercam o Flu.

Trago para vocês o Hino do Fluminense, o mais lindo do Brasil, na composição de Lamartine Babo, e em seguida imagens marcantes do Tricolor.

Hino do Fluminense
Composição: Lamartine Babo

Sou tricolor de coração.
Sou do clube tantas vezes campeão.
Fascina pela sua disciplina,
O Fluminense me domina.
Eu tenho amor ao tricolor!

Salve o querido pavilhão,
Das três cores que traduzem tradição:
A paz, a esperança e o vigor.
Unido e forte pelo esporte,
Eu sou é tricolor!

Vence o Fluminense
Com o verde da esperança,
Pois quem espera sempre alcança.
Clube que orgulha o Brasil,
Retumbante de glórias e vitórias mil!

Sou tricolor de coração.
Sou do clube tantas vezes campeão.
Fascina pela sua disciplina,
O Fluminense me domina.
Eu tenho amor ao tricolor!

Salve o querido pavilhão,
Das três cores que traduzem tradição:
A paz, a esperança e o vigor.
Unido e forte pelo esporte,
Eu sou é tricolor!

Vence o Fluminense
Com sangue do encarnado,
Com amor e com vigor.
Faz a torcida querida
Vibrar com a emoção do tricampeão!

Vence o Fluminense,
Usando a fidalguia.
Branco é paz e harmonia.
Brilha com o sol da manhã,
Qual luz de um refletor.
Salve o tricolor!!!


Time de 1984

Torcida de Guerreiros

Mosaico que só a torcida do Flu faz







Flu cala Boca em jogo histórico


Até o grande Chico é Tricolor!

segunda-feira, 19 de julho de 2010

Jesus, o guaraná cor-de-rosa do Maranhão, conquista a maior premiação mundial de design

Como o guaraná Jesus, uma pequena marca brasileira de refrigerante, conquistou o Idea

Revista Época, disponível em http://migre.me/Yj5o
Por Thiago Cid

O ORIGINAL
O guaraná Jesus e a lata premiada. Em seus 90 anos de existência, a bebida criou um segmento – o guaraná rosadoUma anedota maranhense afirma que, no Estado, o primeiro significado da palavra Jesus é um refrigerante. A brincadeira reflete um fenômeno que começou local, tornou-se famoso no Brasil e agora se apresenta ao mundo: o guaraná Jesus, segundo refrigerante mais consumido no Maranhão (atrás apenas da líder global Coca-Cola). A folclórica bebida cor-de-rosa ganhou a medalha de ouro de melhor estratégia de marketing no Prêmio Internacional de Excelência em Design, o Idea, a maior premiação mundial de design. A campanha vencedora ocorreu no fim de 2008 para renovar o visual da lata. A tarefa não era simples, já que a bebida angariou, ao longo de décadas, fãs entusiasmados.

O guaraná Jesus, criado em 1920, enraizou-se no gosto maranhense. Com pouquíssima propaganda, tornou-se quase um símbolo cultural do Estado. Ele deu origem a um subsegmento, o guaraná rosado, comum também no Piauí e Pará. Nos últimos anos, seu nome engraçado e sua cor fascinante ganharam simpatia Brasil afora. Há centenas de comunidades bem-humoradas a seu respeito no Facebook e no Orkut. Vídeos no YouTube brincam com o refrigerante em São Paulo, no Rio de Janeiro, em Curitiba e outras cidades espalhadas pelo país – o tipo de tratamento espontâneo e alegre que empresas gastam milhões para conseguir. Há muito mais gente que fala sobre a bebida do que gente que já experimentou mesmo seu sabor muito doce, com traços de cravo e canela (a fórmula exata tem uma aura de mistério), mas os apreciadores reais não só existem, como se organizam para “importar” as latinhas do Maranhão. Por isso, renovar a lata sem incomodar os fãs seria um trabalho delicado. “Em marcas que são ícones, como o Jesus é no Maranhão, o desafio é manter a ligação emocional com os consumidores”, diz Leonardo Lanzetta, diretor executivo da agência de publicidade Dia, que montou a estratégia de marketing premiada. Em outras palavras: uma mudança desastrada faria com que o bebedor de Jesus não reconhecesse mais o produto que lembra sua infância, adolescência e tempos felizes.

Os publicitários fizeram uma campanha estadual com três propostas de novos desenhos para a lata e pediram votos dos fãs. Usaram a internet e mensagens por celular. Três pessoas fantasiadas de latinha – uma de cada opção – passearam por São Luís, brincaram com os passantes, visitaram colégios e entraram em casamentos, sempre recebidas com festa. O modelo vencedor lembra outro símbolo do Estado, os azulejos coloniais portugueses de São Luís. A Coca-Cola, que havia comprado a marca em 2001, esperou para fazer mudanças sem quebrar a ligação nostálgica dos bebedores com Jesus. “Foi um grande mérito da campanha. Os consumidores sentiram que a marca pertence a eles, e não à Coca-Cola”, afirma Júlio Moreira, professor da Escola Superior de Propaganda e Marketing e especialista em marcas. Desde a campanha, as vendas do refrigerante cresceram 17%, segundo a consultoria Nielsen.

O resultado certamente teria agradado ao criador da bebida, o farmacêutico Jesus Norberto Gomes – que era ateu, foi excomungado e morreu em 1963. O guaraná resultou de uma tentativa frustrada de fabricar um remédio. Deu errado, mas os netos do farmacêutico adoraram o xarope. Nascia um produto vitorioso.


Venha você também declarar seu amor ao Guaraná Jesus. Peça sua blusa!

sexta-feira, 16 de julho de 2010

O caso Eliza e a violência de uma sociedade patriarcal

Do Blog www.mayroses.wordpress.com, de Mayara Melo.

Nos últimos dias, os noticiários foram tomados pelo caso Eliza Samudio. Uma história envolvendo sexo, sangue e um jogador de futebol é nitroglicerina pura – prato cheio para a imprensa entreter o público após a saída da seleção brasileira da Copa. Um espetáculo lamentável e digno de repulsa, não só pela espetacularização do crime e pela crueldade com a qual foi cometido, como também pelas reações das pessoas.

O caso me provocou indignação profunda. Mas, igualmente indignantes foram os absurdos que ouvi – tanto de pessoas conhecidas quanto pela internet. É assustador ouvir alguém dizer “poxa, mas o cara acabou com a vida dele”. Esse tipo de comentário tem a mesma raiz de outros que encontrei amplamente na internet: “Trouxa, você fez filho pra pegar pensão? Então cala a boca! Puta é isso. Mulher que faz filho pra mamar dinheiro dos outros, seja quem for! Vagabunda se ferrou!” ou “Estou triste pelo jovem Bruno, um homem realizado na vida profissional e financeira e acabar tudo por causa de um envolvimento com mulher de programa, filho é feito em mulher decente e de honra que isso sirva de exemplo para os homens”.

Ainda há aqueles que disparam, sob moderado pudor: “Era uma aproveitadora, mas ninguém tem o direito de tirar a vida de outra pessoa, por pior que ela seja.” Essa é uma pequena amostra dos inúmeros comentários que estão pipocando na rede, nos bares, ruas e lares nesse momento. Chego a tremer de indignação ao pensar na amplitude que esse comportamento tem e confirmar que, infelizmente, ainda estamos muito longe de dar um fim à violência contra as mulheres.

Eliza Samudio vem sendo julgada e muitas vezes culpabilizada pela própria morte. A mídia expõe o caso em doses diárias de espetáculo nos telejornais, e a cobertura é pobre, pois não é capaz de trazer uma informação contextualizada que provoque uma reflexão sobre a violência e a desigualdade de gênero.

É o tipo de cobertura que paralisa telespectadores e telespectadoras. Ao se concentrar em mostrar detalhes da vida de Eliza, de Bruno e até de familiares de ambos, a mídia esvazia as possibilidades de reflexão e colabora com a anestesia do público. Este, de tão acostumado com a narrativa folhetinesca, passa a acompanhar o caso como se fosse mais uma novela das oito.

Nesse sentido, as pessoas imediatamente procuram identificar mocinhos/as e bandidos/as. – Bom, mas o bandido precisar ser o assassino, né? É aí que a trama enrola a cabeça do público, pois Eliza – para nossa sociedade machista e patriarcal – não cabe bem no papel de mocinha. Como poderia uma mocinha participar de orgias, de filmes pornôs, tornar-se amante de um famoso esportista e engravidar dele nessa condição?

Para a maioria das pessoas, Eliza não passava de uma simples “Maria chuteira vagabunda”. No entendimento de muitos e muitas, ela cumpriu o fim previsível para mulheres “desse tipo”. E aí o folhetim volta a ter coerência, com a narrativa carregando sua “moral da história”.

No entanto, a moral que devemos questionar é aquela dos que lamentam que o goleiro “tenha acabado com sua carreira”. Possivelmente, é a mesma dos inquisidores que queimavam “bruxas”. É a moral de quem acha natural que homens usem o corpo das mulheres como objeto em orgias, mas que taxam essas mesmas mulheres de vagabundas aproveitadoras – como se os homens não tivessem tirando proveito do corpo delas. A moral de quem se delicia com a indústria pornográfica, mas coloca as mulheres que participam dela no rol das vadias aproveitadoras.

É também a moral de quem chama de aproveitadora uma mulher que engravida em uma transa fortuita, mas não chama de aproveitador o homem que submete uma mulher a transar sem camisinha. A mesma moral de quem acha absurdo que uma mulher exija o direito de abortar, mas acha que, se essa mulher pedir pagamento de pensão, é uma aproveitadora.

Nesse contexto, Eliza Samudio não teria como ser vista de outra forma que não a de uma aproveitadora. Diante disso, eu pergunto – e quem dispôs (e desfez) do corpo dela é o que?

Em “A Dominação Masculina”, Pierre Bourdieu observa que a dominação de gênero é uma ação corporificada, ou seja, o corpo é o lugar em que as disputas de poder se inscrevem. Trago o corpo para essa reflexão por duas razões. A primeira é para afirmar que o corpo feminino sempre foi o espaço no qual os homens exerceram poder sobre as mulheres. A segunda é pela história de Eliza ser uma sucessão de referências ao exercício do poder masculino sobre o corpo das mulheres.

Ficamos sabendo que a mãe de Eliza a abandonou com apenas três anos de idades para fugir das agressões do marido. Depois descobrimos que o pai de Eliza foi condenado por estuprar uma criança de 10 anos de idade (segundo as notícias, filha dele com uma ex-cunhada). Só aí temos dois exemplos fortes de submissão do corpo feminino que devem ter marcado a vida de Eliza.

Além disso, ficamos sabendo que ela participava de orgias organizadas para jogadores de futebol e que trabalhou em filmes pornôs. Aí a gente pega esse elemento e junta ao fato de ela ter se envolvido com um indivíduo que, meses atrás, ao comentar o caso do jogador Adriano, acusado de agredir sua namorada, declarou “Qual de vocês aí, que são casados, nunca brigou com a mulher, nunca discutiu ou nunca até saiu na mão com a mulher? É normal isso aí” mostrando o quanto achava natural agredir uma mulher que se comportasse fora dos seus desejos.

Eliza ousou desafiá-lo e Bruno se viu no direito de “sair na mão com ela”. Fez ameaças, tentou dominar mais uma vez seu corpo ao obrigá-la a realizar um aborto. Não conseguindo, optou por dar fim à vida de Eliza, mostrando, mais uma vez, o quanto o corpo pode ser espaço de exercício do poder.

Dessa forma, situo o caso de Eliza na lista de feminicídios, ou seja, um crime que é subproduto de uma sociedade patriarcal, na qual valores e atitudes conferem aos homens posição de poder e controle do corpo e dos desejos femininos. Nessa posição, muitos homens acreditam possuir o direito de punir as mulheres que se oponham ao controle dos seus corpos.

Por isso, ao invés de assistirmos passivamente a essa trágica história, devemos pensar sobre a nossa parcela de responsabilidade na violência contra as mulheres. Ela é fruto de uma sociedade patriarcal que naturaliza a submissão do corpo feminino e que reproduz cotidianamente discursos e práticas machistas que perpetuam essa situação. Assim, foram violentos os assassinos de Eliza, mas também foi violento o Estado que lhe negou proteção, a mídia que transformou sua morte em espetáculo e todos e todas que passivamente assistem ao desenrolar da história se achando no direito de condená-la por ser mulher.

terça-feira, 13 de julho de 2010

13 de julho de 2010 - 20 anos do ECA


Não poderia ser outro assunto senão este para trazer ao DireitosPraTodos: o 20.º aniversário do Estatuto da Criança e do Adolescente, o ECA.

Sancionado em 1990 pela Lei n.º 8.609, o ECA apresenta-se como um marco, social e jurídico, da compreensão sobre a criança e o adolescente, que a partir de então vistos como pessoa e sujeito de direitos, além da garantia e deveres neles descritos. Há também na Lei a responsabilização da família, do Estado e da sociedade, para com a defesa dos direitos da criança e do adolescentes. Pais, mães, escolas, poder público e órgão jurídicos, e a sociedade civil organizada têm seu papel relevante em prol desses jovens em termos de direitos e garantias constitucionais que devem ser asseguradas.

Mas hoje estão postos vários desafios para a plena aplicação do ECA, mesmo porque criança e adolescente serão muito em breve o adulto que dará os rumos para a sociedade; e como esta sociedade estará se estas pessoas em desenvolvimento não tiverem uma educação digna, uma saúde eficaz, o encaminhamento (na idade certa) ao trabalho, entre outras demandas? O aprofundamento deste cenário pode cada vez dar força às vozes reacionárias para, por exemplo, exigirem a redução da maioridade penal (para nós, seria uma grave erro). Não é a punibilidade rebaixada que resolverá a questão da violência e dos atos infracionais cometidos por adolescentes.

A questão não é tão simples como se parece, está na base. Na verdade, um conglomerado de fatores que emergem e fazem com que temos esta situação agravada. E nisso estão envolvidas as diferenças sociais, a irregular distribuição da riqueza do país, a falta de oportunidade de ocupação para pais e jovens, problemas na educação e na convivência social, o forte estímulo ao consumismo e ao individualismo...

Têm-se avançado muito no debate, mesmo porque há uma cobrança crescente por soluções rápidas em temáticas relacionadas a crianças e adolescentes, e que tem sido alvo da opinião pública e da mídia. Falamos da Pedofilia, do abuso e exploração sexual, da aplicação de medidas sócio-educativas (de acordo com a gravidade de cada ato infracional), dos direitos básicos não respeitados, de pais e mães cada vez mais responsabilizados pelas atitudes do filho, da participação e obrigação do poder público na elaboração e aplicação de políticas públicas, com a devida proposição e contribuição da sociedade, e da fiscalização dos órgãos jurídicos no cumprimento de tais políticas.

Temos que defender o ECA diariamente, propondo melhorias, não apenas em termos legislativos, mas na ampla efetivação do que está escrito lá.

A criança e o adolescente de hoje serão o adulto de amanhã!

VIVA O ECA!


ps.: traremos mais debates sobre os direitos da criança e do adolescente.

postado também no site da OAB/PA www.oabpa.org.br

Ricardo Melo
Advogado, ativista de direitos humanos
Vice-Presidente da Comissão de Defesa dos Direitos da Criança e do Adolescente da OAB/PA

segunda-feira, 12 de julho de 2010

Daqui a 4 anos...

Terminada a Copa da África, as responsabilidades recaem sobre o Brasil de fazer novamente o grande evento futebolistico mundial. Muitos gastos e intervenções nas infra-estrutura das cidades estão previstas. Mas temos que ficar atentos às mudanças nessas cidades escolhidas para sede, e até naquelas que não foram escolhidas (como injustamente Belém, onde tem um povo apaixonado pela bola, foi preterida pela CBF e FIFA), em face de possíveis exclusões sociais.

E uma música traz um pouco desses dessafios e contradições a serem enfretados pelo povo brasileio. "A Cara do Brasil", de Celso Viáfora. Vale a pena conferir.

Eu estava esparramado na rede
jeca urbanóide de papo pro ar
me bateu a pergunta, meio à esmo:
na verdade, o Brasil o que será?
O Brasil é o homem que tem sede
ou quem vive da seca do sertão?
Ou será que o Brasil dos dois é o mesmo
o que vai é o que vem na contra-mão?
O Brasil é um caboclo sem dinheiro
procurando o doutor nalgum lugar
ou será o professor Darcy Ribeiro
que fugiu do hospital pra se tratar
A gente é torto igual Garrincha e Aleijadinho
Ninguém precisa consertar
Se não der certo a gente se virar sozinho
decerto então nunca vai dar
O Brasil é o que tem talher de prata
ou aquele que só come com a mão?
Ou será que o Brasil é o que não come
o Brasil gordo na contradição?
O Brasil que bate tambor de lata
ou que bate carteira na estação?
O Brasil é o lixo que consome
ou tem nele o maná da criação?
Brasil Mauro Silva, Dunga e Zinho
que é o Brasil zero a zero e campeão
ou o Brasil que parou pelo caminho:
Zico, Sócrates, Júnior e Falcão A gente é torto igual Garrincha e Aleijadinho... O Brasil é uma foto do Betinho
ou um vídeo da Favela Naval?
São os Trens da Alegria de Brasília
ou os trens de subúrbio da Central?
Brasil-globo de Roberto Marinho?
Brasil-bairro: Carlinhos-Candeal?
Quem vê, do Vidigal, o mar e as ilhas
ou quem das ilhas vê o Vidigal?
O Brasil encharcado, palafita?
Seco açude sangrado, chapadão?
Ou será que é uma Avenida Paulista?
Qual a cara da cara da nação? A gente é torto igual Garrincha e Aleijadinho ...


http://www.youtube.com/watch?v=mZahA6RLDQ4

quarta-feira, 7 de julho de 2010

Mais de 45 mil mulheres assassinadas

Postado no Blog do Cláudio Puty
"No twitter da Deputadamanuela:
O caso de Bruno deve, necessariamente, ser usado para refletirmos sobre a violência contra mulher. Mais de 45 mil mulheres foram assassinadas"

Agora à tarde, o goleiro Bruno se entregou à polícia. Parece confissão.
Mais um caso de morte recente a uma mulher proveniente de relacionamento mal sucedidos: além destes, destacamos o da advogada Mércia, em São Paulo, e da jovem Ana Karina, em Parauapebas no Sul do Pará.

A sociedade precisa dizer um basta à violência!

terça-feira, 6 de julho de 2010

Começa a disputa

A partir de hoje começa a corrida pelos cargos majoritários e proporcionais em níveis federal e estadual. Mas o que está claro nesta eleição é o confronto de dois projetos: de um lado, todas as transformações trazidas pelo Governo Lula, de outro, o desejo de retorno daqueles que desenvolveram e implantaram a doutrina neoliberal no país, com a aliança demo-tucana.

No Pará, a disputa tende ser acirrada, emocionante e desafiadora. Tudo porque os tucanos, que dominavam a direção do Estado por longos 12 anos, agora estão na oposição e até hoje não engoliram a derrota de 2006. E temos também a chapa jaderista, que aproveitando o barco, quer, sozinho, chegar ao poder estadual.

Mas o destaque é chapa liderada pela Governadora Ana Júlia, que busca a reeleição. A "Frente Popular Acelera Pará" contém 14 partidos (talvez uma das maiores alianças para um govrno estadual no país) e busca convergir vários pensamentos, até divergentes, para continuar levando a mudança começada em 2007, antenada e articulada às tranformações pelas quais o país têm passado nestes últimos anos.

O blog acompanhará os embates e trará sempre as novidades da eleição, mostrado lado, claro. Não podemos ficar em cima do muro.



sexta-feira, 2 de julho de 2010

Depois da Copa do Mundo, a vida continua...

Este é a reflexão que a maioria das pessoas fazem após mais uma eliminação do Brasil do principal e valorizado torneio esportivo do mundo.

Mas o Brasil tem uma grande tarefa, pelo menos até 2014, ano em que sediará este megaevento, preparar o país para receber os astros do futebol. E temos que fazer muito coisa, e ficar atentos para as transformações que as cidades-sede vão sofrer, excluir as pessoas que moram nelas, e, principalmente, não excluir as outras de investigação e preocupação.

Bom, mas voltando-se para este ainda, há um evento muito mais importante (até mais que a Copa) para tudo isso ocorrer: as Eleições. Projetos, verborragia, influência de opiniões e da imprensa, campanha, verdades e mentiras serão a tônica a partir deste mês. Por isso, ficaremos mais atentos ainda.

Quanto à Copa, os brasileiros buscam a quem torcer, a favor ou contra, hermanos ou europeus. Teremos mais uma semana que a Copa estará na mídia. E no momento a decepção brasileira estampada na imagem de Kaká. Entretanto, devemos sempre mostrar nossa cara, nem que seja para tapa.

quinta-feira, 1 de julho de 2010

E é dada a largada...


E é hora de acelerá para as eleições, já em grande estilo.

Na corrida, também concorrentes tucanos e jaderistas. A briga vai ser pesada. Mas estamos fortes e confiantes!

Aguardem mais por aqui.

terça-feira, 29 de junho de 2010

Lugar de mulher é à frente da política

Por Mari Pessin
Psicopedagogia, Pós-graduada em Ciência Política com ênfase em Administração, Consultoria e Assessoria em projetos sociais, políticos e pedagógicos, pela UFPR.


Foi preciso tomar algumas atitudes radicais como queimar sutiã em praça pública para que a mulher se fizesse ouvir. Muito tempo se passou desde então, muitas foram as lutas e inúmeras as conquistas das mulheres ao longo da história. Em todo o mundo, as mulheres têm enfrentado as dificuldades de acesso ao poder mesmo assim, estão contribuindo para mudar suas comunidades, seu país e o mundo. Contudo, ainda que se esteja avançando na conquista da igualdade entre mulheres e homens no acesso a cargos de decisão, há muito que fazer. mulher conseguiu romper as barreiras de uma cultura que limitava e castrava seus direitos, que deixava impune seus agressores e opressores. Rompeu as barreiras do preconceito saiu às ruas e mostrou que tinha voz e vez.

Se fez forte quando conquistou o direito de votar e ser votada!

Invadiu o mercado de trabalho e transformou a cara do mundo. As leis, que garantem direitos como licença maternidade, horário especial para amamentação, proteção contra violência e punição aos agressores, entre outras tem o pulso firme, e a delicadeza da assinatura de uma mulher.

Mas junto com tantas conquistas existem também, os obstáculos que precisam ser superados, como a dupla e às vezes tripla jornada de trabalho que sobrecarrega, principalmente devido à falta de divisão justa das tarefas domésticas e a educação dos filhos. Através da nossa insistência estamos gradativamente mudando esta realidade e com ela muda também o perfil das famílias brasileiras. Hoje devido a infinidade de conhecimentos e atividades a que a mulher tem acesso, em muitos casos ela tornou-se a provedora da família.

E o homem se vê obrigado a partilhar as tarefas, em prol de um orçamento maior e melhor qualidade de vida com aquisição de bens e serviços. É necessário, portanto reeducar homens e mulheres para atuar neste novo contexto.

Pois apesar de estar inserida em todas as áreas do conhecimento, apesar de ser aceita em quase todas as profissões (mesmo considerando a disparidade salarial) a mulher ainda foge da política esquecendo-se que é um ser político por natureza, atuando como mediadora, educadora, legisladora, executiva e judiciário.

O Brasil é um país onde a participação da mulher na política é das menores. Apesar das mulheres se candidatarem cada vez mais, a parcela de eleitas ainda é muito pequena. A política é uma das mais importantes áreas a ser conquistada pelas mulheres, pois é no âmbito político, onde são tomadas as decisões, que vão interferir diretamente no futuro da Nação, do Estado e do Município.

Portanto, lugar de mulher é na política.

A representatividade nasce do povo, assim como todo poder emana dele. E se lugar de mulher é na política, é pra lá que vamos! Ao aumentar de maneira efetiva a influência da mulher em todos os níveis da vida pública, aumentam as possibilidades de mudança, em direção à igualdade entre os gêneros e ao empoderamento da mulher.

“Somos feitos da mesma matéria dos nossos sonhos”, portanto, mergulhar no novo, misterioso e desconhecido além de fascinar, permite que você se reconheça!

E às vésperas do fim do prazo eleitoral para formação das chapas majoritárias e proporcional às eleições deste ano, crê-se mais que o lugar da mulher é à frente da política; este 2010 é o ano delas!